Instituto Master de Cultura

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Copacabana - RJ

 

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Conte-me tudo: a difícil arte de ouvir

O ato de ouvir é algo fascinante e gratuito, mas infelizmente nos esquecemos disto com freqüência. Ouvimos pouco nossos filhos, nossos amigos e as pessoas com as quais convivemos diariamente.

* Por Barbara Wolff

Ouvir é uma arte. Talvez um pouco esquecida, principalmente nos tempos que correm. Vivemos em uma comunidade que valoriza a informação; no entanto, temos sempre tão pouco tempo e disponibilidade para simplesmente ouvir o outro. O ato de ouvir é algo fascinante e gratuito, mas infelizmente nos esquecemos disto com freqüência. Ouvimos pouco nossos filhos, nossos amigos e as pessoas com as quais convivemos diariamente.

Afinal, por que ouvir é tão importante? Em primeiro lugar, porque o ato de ouvir carrega em si uma energia intensa e criativa. As pessoas às quais recorremos quando precisamos de ajuda são justamente aquelas que têm a disponibilidade para nos ouvir incondicionalmente, sem julgamentos ou interrupções. Em segundo lugar, porque ao contarmos um problema a um ouvinte atento, conseguimos muitas vezes achar algum tipo de resposta para nós mesmos.

Quando somos ouvidos, as idéias começam a brotar dentro de nós, inspirando-nos certa confiança e permitindo que desabrochemos como indivíduos. Se alguém ri de suas piadas, você se torna cada vez mais engraçado e motivado a continuar entretendo as pessoas. Este é o princípio do bom ouvinte. Há uma troca de energia que nos reabastece para que não nos cansemos de ouvir o outro.

Todos podemos ser bons ouvintes, pois temos dentro de nós essa capacidade criativa de ouvir. Muitas vezes, porém, esta qualidade desaparece atrás de uma rotina cansativa, de muito trabalho e da necessidade absurda de "fazermos tudo ao mesmo tempo agora".
O resultado deste estresse diário é que passamos a perceber a vida a partir das bordas externas e não de nosso centro criativo, aquele que realmente dá sentido à nossa existência e nos faz continuar caminhando por vontade e não por obrigação.

Podemos começar com pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, ouvindo realmente o outro com carinho e usufruindo melhor desta troca de energia. Que tal nos colocarmos um pouco no lugar do outro e escutarmos verdadeiramente o que ele tem a nos dizer, aproveitando para conhecê-lo melhor, sem a cobrança de um papo interessante ou de entreter os que nos ouvem?

Se formos ouvidos com atenção, certamente respiraremos de forma mais livre, teremos mais vitalidade e uma melhor qualidade de vida. Como diria Voltaire, "o ouvido é o caminho do coração".


P.S.: A reflexão acima foi livremente inspirada na obra de Brenda Ueland (1891-1985), escritora americana, jornalista e feminista, cujo lema de vida era "lembre-se de viver".

*Barbara Wolff é professora de inglês certificada pela School For International Training (Vermont, USA), Bacharel em Comunicação, Pós-Graduada em Ciências da Educação e Pós-Graduanda em Gestão da Comunicação e Marketing Institucionais. É professora do Instituto Master de Cultura e tem grupos de conversação nos níveis básico, intermediário e avançado. Mais informações pelo tel 0XX 21 3684-7372

O que é a memória?

 

* por Glória Kayate

 

A memória, no sentido estrito da palavra, pode ser entendida como a soma de todas as lembranças existentes na consciência, bem como as aptidões que ao longo da vida determinarão a extensão e a precisão dessas lembranças.

 

Começamos a nos preocupar com a memória quando nos acomete a dúvida sobre a nossa capacidade de lembrar, sobretudo, de fatos recentes de nossa vida: o que comemos ontem, onde coloquei meus óculos, de onde conheço esta pessoa?

 

De acordo com a minha experiência, tanto na clínica como no Curso de Memória que desenvolvo no Instituto Master de Cultura, precisamos estar atentos à estas dificuldades para entender que a memória pode ser treinada com excelentes resultados. Para isto, basta que o indivíduo tome consciência do que está lhe ocorrendo e se disponha a aprender as técnicas chamadas mnemônicas, que são instrumentos que ajudam a incentivar o processo de memorização com excelentes resultados.

 

* Glória Kayat é psicóloga.  No dia 19 de setembro realizará o 5º Workshop de desenvolvimento da memória no Instituto Master de Cultura.  Maiores informações pelo tel 0XX 21  3684-7372.

Por que mediação?

 

* Por Luísa Iliana Santo

 

Angústias, descontentamentos e incertezas quanto ao resultado das decisões, qual a solução?

A Mediação dentre as técnicas de resolução de conflitos é aquela, que sem imposições e com auxílio de um profissional  devidamente capacitado, auxilia as partes a encontrarem seus verdadeiros interesses. Trata-se de uma técnica alternativa, que busca através de acordos criativos preservar os relacionamentos. Tem essa se mostrado o caminho mais suave para a solução dos tormentosos e desgastantes litígios. O emaranhado de conflitos emocionais e legais que ocorrem nos litígios, muitas vezes impossibilita seus protagonistas de verem uma solução rápida e menos custosa para seu problema.

A Mediação trás um grande auxílio para a solução de controvérsias,  sejam elas familiares, condominiais, empresariais, comerciais, e outras tantas, onde as forças ocultas embutidas no coração das partes, passam despercebidas àqueles que as assistem durante o litígio. As mudanças a serem encaradas pelas partes, como nos casos de separação, são menos traumáticas para os envolvidos, pois os interesses de todos serão respeitados dentro das possibilidades , que eles próprios escolherem.

Os embates nas discussões sobre propriedade, que tornam aqueles que cresceram, brincaram, planejaram e se amaram com alegria, inimigos ou no mínimo com um profundo sentimento de desconfiança em relação ao outro, têm na mediação um remédio para um desenrolar ameno, mais rápido e seguramente mais satisfatório.

São inúmeras as opções, nas quais a mediação ameniza os dissabores dos confrontos tão difíceis e causadores de tanto sofrimento, eis que não há ganhadores, nem perdedores, e sim interesses a serem respeitados e discutidos, uma vez que essa técnica incentiva a busca da solução, o que torna possível a não degradação dos sentimentos. Sentimentos esses, que se não cuidados com o interesse e a atenção merecida, tornar-se-ão muitas vezes pouco éticos e inescrupulosos. Certamente a mediação como alternativa para solução de conflitos, veio para tentar um mundo mais sereno e pacífico.

 

* Dra. Luísa Iliana Santo é advogada e mediadora capacitada pelo IMAB (Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil), FIU (Florida International University) e Mediação Comunitária (Universidad Ramon LLull- Barcelona-Espanha).

 

 Iniciará no dia 15 de setembro o ciclo de palestras sobre mediação no Instituto Master de Cultura Maiores informações pelo tel 0XX 21  3684-7372.

Instituto Master de Cultura (0xx) 21 3684 7372 fernando.salles@institutomaster.com.br